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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

IV Capítulo Wide Feeling - Por Claire Foltz - II

"Algo só acaba quando realmente deve acabar. Como dizem os humanos, na 'vida' todo fim é um novo começo."
Livro Claire Foltz - parte II
As luzes de Nova York refletiam no Atlântico. Promessa de uma chegada. Era noite quando a Estátua da Liberdade se aproximava, e eu então me transformei. Uma das coisas ruins da mesma é que você não pode evitar ficar em trapos quando se torna humana. Isso sim é um problema quando se pretende atravessar a Times Square, mas encontraria um jeito.
Caminhei para a praia sentindo o vento frio na pele molhada. Se houvesse alguém ali, estaria estranhando o meu prazer enquanto tentasse não bater o queixo ou congelar. A minha sensação favorita.
- Claire – fui pega de surpresa por uma voz familiar logo atrás de mim.
Virei e sem esforço reconheci a jovem que caminhava para perto.
Louise. – falei confusa.
Ela apenas sorriu, e veio ainda mais para perto através da escuridão, olhando para os lados, mas para seu agrado a praia estava vazia. A esposa de Lestat viera me recepcionar. O mais provável.
- Não preciso me explicar, não é mesmo? – sempre com o sorriso doce – basta ver a sua situação, que logo percebemos que você precisa de ajuda. Lestat providenciou tudo que precisará, siga-me.
Acompanhei a Senhora Fontaine até a parte mais obscura da praia. Como não poderia sair dali como estava, ela teve de encontrar para mim um bom trocador de roupas. Vesti os presentes de Lestat: um vestido branco que mais parecia roupa de fada, uma sandália alta de tiras e prata e um tipo de véu branco, além de um belíssimo colar.
- Acho que agora podemos ir, sim? – concordei – Ele está a sua espera.
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Depois de alguns minutos chegamos à cobertura na Times Square. Lestat apreciava o luxo e os bens (humanos) materiais. Louise abriu a porta, e eu dei de cara com uma reunião inesperada.
- Não se assuste, Claire. É bastante necessário que todos estejam aqui.
Pelo visto o que Lestat tinha para me dizer envolvia todos os tigres brancos que eu sabia da existência. Todos estavam lá, em torno de vinte pessoas na...festa. Faces conhecidas de uma memória distante com apenas um estranho no canto da sala que olhava para a rua até a minha chegada quase triunfal. Quem seria?
- Bem-vinda, mademoiselle. – disse Lestat num tom amigável.
- Merci, monsieur. – respondi em francês, tentando agradá-lo.
Ele riu divertindo-se.
- Bem minha querida, talvez o tal Shadow e a loba sejam, digamos, mas dor de cabeça do que você pode imaginar.
- Como ficou sabendo deles? – tanto tempo atrás, fatos dos quais queria me esquecer – Mas de qualquer forma, eu já...
- Não, mademoiselle. Ela está à solta. – falou Lestat me interrompendo, depois tomou um gole intenso do whisky desnecessariamente.
- Mas, não pode ser...
- O maior problema, é o que envolve todos nós. Acabei por descobrir que ela estava há um bom tempo com uma alcatéia na Amazônia – o estranho rapaz endireitou-se para prestar finalmente atenção – mas ela se deslocou para o nordeste a pouco tempo e depois voltou para a floresta.
“O fato de ela estar viva já é de preocupar. A raiva que ela provavelmente já tem por você, Claire, se unirá ao desejo de fazer valer a missão do amado, o qual você matou, ou seja, o único meio de destruição de uma espécie imortal como nós. Não gosto da distância, fico sem informações, precisamos estar lá. Portanto tenho um plano e preciso que o ouçam com atenção, ou, deixaremos de existir”.
[ Continua... ]

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