WebTvOn Play

domingo, 29 de novembro de 2009

III Capítulo - Wide Feeling - Por Claire Foltz.

“Tudo tem um começo e provavelmente um fim. Às vezes pensamos que podemos determinar o término de certa coisa, mas é tudo engano. Algo só acaba quando realmente deve acabar. Não importa quanto tempo passe ou quanto tempo vai levar. “
Livro Claire Foltz

Os dias no Brasil estavam quentes, como de costume. Sol, calor, sol... Definitivamente, não era do meu agrado. Depois de conseguir mais uma vez o que queria (não que eu já tivesse alguma vez sido desapontada), voltar para casa me parecia uma boa opção, para quem sabe, comemorar. Durante o caminho peguei alguns dos humanos inúteis do México e América Central que tentavam afrontar minha forma animal (Gostava de apreciar suas caras de espanto ao verem uma tigresa branca frente a frente, logo uma variação da espécie tão incomum no mundo, quanto mais na América do Sul) ou os que tentavam se aproveitar de uma jovem com olhos bonitos, perdida e indefesa.
Voltei aos Estados Unidos para aquele natal (não para a comemoração inútil, mas para um pouco de neve sobre o meu pêlo), entretanto, não fiquei por muito tempo. Com a loba fora do meu caminho, o mundo estava sob meus pés (ou patas). E mil anos se passaram. Século após século. Era 2009, e quando seu rosto não mostra nenhuma marca do tempo, você pode, digamos de maneira mais atual: curtir. Foi o que eu fiz, e agora, em pleno século XXI, não há sequer um canto do globo terrestre o qual eu não tenha visitado. Minha adorada e familiar Alemanha. Minha deliciosa Itália e seus encantadores italianos. A França, antes e depois da Torre Eiffel. A Argentina, e seu tango, dança a qual me atrevi a tentar. O mundo. Se, Lestat não tivesse me chamado com tanta urgência, faria esforço por mais um tempo para não matar Jiuseppe na Itália. Valia a pena ficar com alguém como ele mais um pouco que seja, aquele sotaque, aqueles olhos...Mas, Lestat fora curto, claro e urgente. Havia algo que eu deveria saber. Até os Estados Unidos, por oceano seria mais fácil. Fui até a Rússia em busca de águas mais geladas, e entrei no Atlântico, certa de que algo estava errado e que algo estava por vir.
[ Continua ]

Nenhum comentário: